Entre palavras,
lágrimas e emoções,
O sentimento indomável,
do amor impecável,
Cheio de diálogos parvos,
Monólogos absurdos.
Nas mãos pertinentes,
Na tortura inocente
No silêncio que vigia.
Com a tua demagogia
Na infecção semântica.
O limite do apego,
O sossego,
mais que os olhos, o olhar.
Sorriso omnipresente,
Sentimento recente.
Do amor eu tenho parte,
Corpo curvo em forma de arte,
Sobra a parte de outra parte.
Outra parte é ninguém,
outra parte linguagem,
Uma parte pesa e pondera,
outra parte delira,
Uma parte grita e canta,
a outra parte se espanta
Uma parte é permanente,
outra parte aparece de repente.
Uma parte é só vertigem.
Outras partes se convergem em ...
uma parte de cada vez.
E assim nasce o poema,
Composto de muitas partes...
e se reparte.
--xxXxx--
"Poesia por partes" é um poema que evoca uma intensa expressão de entrega e devoção. A obra se destaca pela sua profundidade emocional e pelas imagens ricas. A linguagem utilizada é carregada de lirismo, com um toque de delicadeza e elegância que transforma o cotidiano em algo sublime. As metáforas e a musicalidade das palavras conferem um ritmo ao poema, quase como uma dança entre os sentimentos que se entrelaçam.
Ao final, "Poesia por partes" se torna não apenas uma declaração de amor, mas um convite para que o leitor reflita sobre a natureza da entrega e da devoção. É uma celebração da paixão que ultrapassa os limites do físico, tocando as profundezas do ser, onde o eu lírico se torna um com o amor que o consome.
© Mestrinho 2006