
Escrevi "Distorção Cognitiva*" em 2006, numa altura em que sentia necessidade de pôr em palavras algo que na altura não conseguia bem explicar. Só quase vinte anos depois, em 2025, é que essa escrita ganhou forma de música. Foi um poema que nasceu quase sem querer, como se tivesse sempre estado ali à espera de ser encontrado. Tentei captar aquilo que se sente antes de se pensar, esse impulso que não obedece a lógica nem a explicações racionais. Deixei-me guiar pela emoção pura, sem me preocupar em torná-la coerente ou compreensível para os outros, porque no fundo o poema fala sobre a impossibilidade de controlar ou conter certos sentimentos. É um texto que reflecte um momento de entrega total, em que a razão dá lugar à intuição e ao instinto. Voltar a ele hoje, tantos anos depois, faz-me perceber como certas emoções permanecem intactas com o tempo, mesmo quando tudo o resto muda à nossa volta.
Esta música faz parte do meu laboratório de músicas! Onde torno poemas e escritos meus em músicas com ajuda da IA.
* Distorção cognitiva - acto de distorcer, adj., relativo à cognição. s. f., acção de adquirir um conhecimento.
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