O teu olhar denuncia,
o desejo alongado
dos poros que vertem magia,
fico pensativo e corado.
Numa promessa silenciosa,
de ilimitadas caricias,
desfaço e descubro,
atreves, atiças,
e a pele eriça.
Nossas bocas incendeiam,
e em fogo, condimenta,
pouco a pouco, colhendo,
o néctar que alimenta.
Sinto o teu cheiro,
boca desejosa, lingua dormente,
Lábios que sentem, mordendo,
Numa fúria tão envolvente,
como a paixão ardente,
Cai, descansei no teu ventre.
Minhas asas batem em vôo livre
quando desço os desfiladeiros
do devaneio.
Quero que fiques
na minha imaginação
em castelos de principes,
castelos de areia
castelo no coração.
Nos meus pensamentos mais secretos,
fantasias d´outros tempos
num mundo encantado,
com mágicos, fadas e duendes
num cenário imaginado,
eu sei bem que me entendes.
Vôo livre solto como o vento,
toco, sinto e invento.
crio uma moldura quente ou fria
um sonho repleto de prazer
colhido pela fantasia,
faço o que bem entender
sou [Quase]poeta e escrevo poesia
quero brincar, quero crescer

O poema "Policromo" foi escrito originalmente em 2008 publicado no meu velho blog, neste momento usado como letra para esta música. Espero que gostem tanto como eu. O poema retrata um jogo de sedução e desejo, com um olhar que revela intenções mágicas e ardentes. A narrativa transita entre a paixão avassaladora, marcada por toques e carícias, e a entrega a um mundo de fantasia, onde a imaginação cria cenários encantados com castelos, fadas e duendes. O eu lírico se liberta em um voo poético, explorando sentimentos, desejos e sonhos, enquanto celebra sua criatividade e o prazer de brincar com as palavras.